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As proteínas são umas das matérias-primas
de que é feito o nosso corpo e é sobretudo por causa
delas que a carne é importante na alimentação.
Mas, ao contrário do que muitas vezes se pensa, não
necessitamos de comer grandes quantidades. 100 a 120g de carne
limpa (ou peixe, que tem o mesmo valor alimentar), são
o suficiente e a porção correcta que não
deve ser diariamente ultrapassada, desde que se consuma também
um ovo e meio litro de leite.
Bovino, porco, frango,
peru, borrego, carneiro, cabra e coelho são as carnes que
abitualmente consumimos.
Todas têm um
valor equivalente em proteínas, o que quer dizer que depois
de limpas de peles, ossos e gorduras, qualquer que seja o animal
e qualquer que seja a peça (da mais cara à mais
barata), contêm o mesmo teor de proteínas.
Na roda dos alimentos
o tamanho da fatia de carne, peixe e ovos indica-nos a proporção
em que estes alimentos devem estar na nossa ração
diária. A roda mostra também que estes 3 alimentos
se podem substituir uns pelos outros, tendo porém em atenção
que não é aconselhável consumir por dia mais
que um ovo.
Do ponto de vista
nutricional a diferença mais significativa entre as diversas
carnes (e também entre a carne e o peixe) é a natureza
das suas gorduras.
São mais saudáveis
as dos peixes, aves (sem pele) e coelhos.
A carne de porco foi
durante muitos anos considerada pouco saudável por ser
mais sujeita a parasitas e pelo seu elevado teor de gordura. Hoje
em dia, porém, com as normas a que obedece a criação
de porcos, estão ultrapassados estes inconvenientes e frequentemente
a carne de suíno tem menos gordura que a de bovino. Esta
carne é de todas a mais rica em vitamina B1 : 100g (com
excepção do toucinho) fornecem a totalidade de que
um adulto necessita por dia.
Frango e peru são
carnes que normalmente contêm menos gordura, tornando-se
por isso de mais fácil digestão.
A carne congelada
tem exactamente o mesmo valor alimentar que a fresca, desde que
devidamente congelada e descongelada.
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